Guia prático: 11 passos para planejar, ampliar ou reformar sua casa


Guia prático: 11 passos para planejar, ampliar ou reformar sua casa

Está insatisfeito com o tamanho ou quer reformar a casa para deixá-la com a sua cara? O planejamento de uma obra requer tempo e paciência, já que, por algumas semanas ou meses, a sua moradia terá um fluxo de pessoas maior do que o normal e muita sujeira espalhada pelos cômodos.

Apesar disso, a dor de cabeça que a reforma traz pode ser diminuída com uma boa organização prévia. É fundamental que você estabeleça todo o projeto anteriormente, o que inclui orçamento, prazos e contratação dos profissionais. Assim, você poderá acompanhar a obra com mais calma e tranquilidade.

Quer saber como reformar ou construir a sua casa sem chateação? Então confira esse guia prático e siga todas as dicas antes de iniciar os trabalhos!

1. Planejamento da reforma ou construção da casa

Antes de iniciar a reforma ou a ampliação propriamente dita, é importante montar um planejamento. Isso significa colocar no papel todas as mudanças que você pensou para ter um ponto de partida na obra e poder, então, realizar um orçamento e contratar os profissionais responsáveis por ela.

Por exemplo, a sua ideia é consertar algum problema estrutural que tenha urgência para ser resolvido? Ou simplesmente cansou da forma como a casa está configurada e quer garantir mais espaço e conforto para a sua família? Essas perguntas devem ser respondidas no início, já que impactam nos custos e no tempo de obra.

É fundamental ter tudo isso programado para diminuir a possibilidade de adversidades durante a reforma. Com uma ideia bem definida, você será capaz de apresentá-la aos profissionais envolvidos, que terão um direcionamento para cumprir todos os prazos e não estourar o orçamento.

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Todos os itens devem ser descritos no início. Ou seja, o proprietário deve determinar os tipos de materiais que deseja utilizar na obra e realizar uma pesquisa de preços, já que o orçamento também faz parte do planejamento da reforma ou da construção.

Nesse momento, também cabe a você decidir se contratará um consultor ou um arquiteto para acompanhar a obra. A ajuda profissional tem grande relevância na busca por bons materiais e bons funcionários, mas representa um custo que nem todos podem arcar, principalmente porque o seu pagamento é feito mensalmente.

Importante ressaltar que os imóveis da cidade são uma responsabilidade da prefeitura local. Ou seja, se houver uma ampliação no espaço utilizado ou mudanças estruturais no imóvel, o responsável deve comunicar ao poder público e pedir autorização, pois não cumprir as regras pode acarretar em multas ou na paralisação dos trabalhos.

2. Desenho do projeto

Caso opte pela contratação de um profissional para auxiliar no planejamento da reforma, existem duas opções principais: um arquiteto e um designer de interiores. Para intervenções que necessitam de mudanças estruturais, como a retirada de uma parede ou a mudança do telhado de lugar, o arquiteto é o mais indicado.

O designer é recomendado para mudanças menos complexas em casas que já existem, ou seja, apoiar na reforma que não exige quebras de parede ou aumento do peso da decoração. Porém, qualquer mudança estrutural obriga-o a ter um arquiteto ou engenheiro em sua equipe, o que aumenta o seu gasto.

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Já para construir uma casa do zero, outros profissionais precisam ser acionados. O topógrafo é responsável por avaliar as condições do terreno, enquanto que o engenheiro cuida de toda a parte de segurança e trabalha diretamente com o designer de interiores ou o arquiteto para realizar o projeto hidráulico do imóvel.

Durante a construção em si, o empreiteiro é responsável por supervisionar o trabalho de todos os profissionais envolvidos na mão de obra. Em projetos maiores, também pode aparecer a figura do mestre de obras, que funciona como um ajudante para coordenar a equipe de pedreiros, pintores e encanadores, entre outros.

3. Maneiras de investir na reforma

Uma boa opção para custear os custos da reforma é pegar um financiamento ou um crédito imobiliário. Ao contrário do que muitos pensam, eles não servem somente para comprar um imóvel novo, mas também para construções, reformas ou ampliações da casa, seja em ambiente rural ou urbano.

Essa modalidade de crédito é específica para a compra, reforma ou construção de um imóvel. Sua principal indicação é para quem tem pressa em mexer no imóvel, mesmo que isso signifique o pagamento de uma taxa de juros. Dessa forma, não há a necessidade de esperar pela carta de crédito.

O consórcio imobiliário é outra opção que facilita o pagamento da reforma. Sua principal vantagem é o longo prazo, que pode chegar a 200 meses (16 anos e meio) com taxas competitivas e outros diferenciais, como o autofinanciamento de 100% do bem ou amortização dos valores com crédito.

Porém, o consórcio é uma opção para quem não tem pressa para realizar a obra. Ou seja, ela só adquire o bem efetivamente depois de alguns anos, o que indica que esse é um investimento de longo prazo.

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Existe a possibilidade de conseguir a carta de crédito antes do fim do contrato, por meio de lances ou sorteio. Apesar disso, essa chance é pequena nos primeiros anos, o que indica que o financiamento é uma opção melhor para quem deseja logo construir ou reformar o imóvel.

É importante pesquisar com antecedência e encontrar condições interessantes de pagamento, que vão desde uma taxa de juros mais baixa até um tempo mais longo para quitar todas as parcelas. Existem outras modalidades de crédito, como o pessoal, que também é uma opção para fazer a obra.

Nesse caso, o dinheiro é concedido como um empréstimo pessoal. O seu grande diferencial é que não é necessário declarar para a empresa o motivo do crédito — ele pode ser usado para qualquer finalidade. Porém, a tendência é que a taxa de juros seja maior, o que pode ser um complicador.

4. Orçamento

Depois de definir o objetivo da obra, chegou a hora de estipular um orçamento para ela. Inicialmente, é importante decidir o quanto do seu planejamento mensal será impactado ou se todo o capital investido virá de um financiamento ou crédito. Vale lembrar que é preciso uma boa programação para não atrasar as parcelas e pagar juros por isso.

Além de ser uma base financeira, o orçamento também é um meio de economizar na reforma. Com a planilha de gastos montada, existe a possibilidade de procurar meios de substituir itens mais caros ou negociar com fornecedores e mão de obra os valores, o que só é possível quando você sabe tudo o que será utilizado.

Nesse caso, o ideal é que poucas lojas sejam escolhidas para as compras, o que aumenta o valor total e, assim, o poder de barganha. Alguns itens, como o acabamento, podem ser adquiridos com antecedência e guardados em locais apropriados, protegidos do calor.

Se a reforma necessitar de um grande investimento, é praticamente obrigatória a contratação de um profissional para planejá-la, como um arquiteto ou um engenheiro. Eles serão responsáveis por trabalhar dentro desse orçamento e trazer as opções de materiais que estejam em conta. Não se esqueça de que eles também são uma parte dos gastos.

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É fundamental que essa parte do planejamento seja feita com calma e cautela, já que impactará em todo o acompanhamento da obra. É possível que sejam gastos, ao menos, um ou dois meses nessa parte, porque não é recomendado realizar muitas alterações depois do início do trabalho.

5. Elaboração de um cronograma

Como todo projeto, a sua obra também deve ser dividida em etapas. Depois de ter definido o planejamento, reúna-se com todos os envolvidos ou potenciais contratados para discutir um cronograma dos trabalhos, de uma forma que você possa se programar para o fluxo de pessoas dentro de casa ou para se mudar temporariamente.

Um dos benefícios do cronograma é a possibilidade de tomar uma decisão mais rápida em caso de adversidades. Questione aos responsáveis, por exemplo, qual o plano de ação em caso de uma forte chuva atingir a construção da casa. É importante que eles estejam preparados para essas situações.

Essas etapas também diminuem a chance de estourar o orçamento, algo bastante comum em obras sem planejamento. Além da duração, cada etapa também deve acompanhar o gasto necessário. Isso garante que não haja desperdício no dinheiro investido e que o engenheiro siga à risca a programação.

Independentemente do tamanho da obra, todas seguem uma logística parecida, que envolve projeto elétrico e hidráulico, demolição, piso e pintura, entre outras partes. Com esse cronograma em mãos, você poderá saber quando deve desocupar algum cômodo ou se será necessário sair da casa.

Quer colocar em prática as dicas dessa lista e realizar o sonho da casa perfeita? A Cresol tem o que você precisa!

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Uma dica importante é planejar corretamente a data da reforma. No período de fim de ano, por exemplo, muitas lojas não funcionam, o que pode comprometer o fornecimento do material. Por outro lado, é importante que você acompanhe os trabalhos, ou seja, você deve se planejar para destinar uma parte do seu tempo à casa.

Veja os pontos que não podem faltar no seu cronograma:

  • duração total da obra;
  • duração de cada etapa;
  • orçamento de cada etapa;
  • materiais utilizados em cada etapa.

6. Contratação de mão de obra

Ainda na parte de planejamento, a escolha da mão de obra também é fundamental. Isso depende do tipo de reforma que será feita e das alterações que deseja fazer na casa, já que podem ser necessários profissionais mais especializados para realizar alguns serviços.

No caso de reformas pequenas, como uma pintura ou uma troca de piso, o arquiteto torna-se desnecessário e o custo da mão de obra será menor. Porém, caso haja alguma mudança na estrutura ou a construção de uma casa do zero, um profissional de engenharia se torna indispensável.

É importante procurar pessoas que têm experiência ou empresas indicadas por conhecidos. A reforma pode ser algo caro e demorado, o que aumenta a responsabilidade por um trabalho bem feito. Dessa forma, contratar profissionais que já trabalharam com amigos ou familiares gera mais confiança em um bom resultado.

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A opção pela empresa tem a vantagem de conseguir profissionais especializados em cada parte da reforma, como um pintor e um gesseiro, por exemplo. Por outro lado, é possível encontrar opções autônomas mais baratas, já que o custo é somente da mão de obra. Só não deixe de verificar a qualidade do trabalho deles.

Alguns profissionais oferecem o serviço completo, ou seja, a mão de obra e a compra dos materiais. Isso facilita o trabalho do dono da casa, que não precisa se deslocar para adquirir os produtos, mas pode ser mais caro. Portanto, o planejamento de gastos deve ser um fator de decisão na hora de contratar os funcionários. 

Lembre-se de que o gasto com os profissionais faz parte do orçamento. Assim, também é necessário encontrar um bom custo-benefício, já que de nada adianta economizar na hora de comprar os materiais, mas gastar mais do que o planejado com a mão de obra e estourar o orçamento disponível para a obra.

7. Escolha de fornecedores

Depois de contratar a empresa ou os funcionários autônomos que realizarão a obra na sua casa, o próximo passo é comprar os materiais necessários. Pela sua experiência, esses profissionais saberão indicar quais os produtos com melhor custo-benefício e com que estão acostumados a trabalhar, mas é fundamental que você faça a sua pesquisa antes de escolher.

Diversos sites oferecem cotações de materiais. Nesse caso, ter o planejamento bem definido, conforme ressaltado, é fundamental, já que com a quantidade necessária definida, é possível negociar com os fornecedores as melhores condições de preço e entrega, principalmente se tiver feito uma boa pesquisa de mercado.

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Um ponto importante é que, dependendo do tipo de obra, pode haver diferenças nos custos da mão de obra. Ou seja, a adição de serviços no decorrer da reforma eleva os gastos, o que deve ser calculado no orçamento. Portanto, você deve ter uma ideia do tipo de produto que utilizará antes de contratar os funcionários, e deixar tudo combinado.

8. Acompanhamento da obra

Com o início da obra, a participação do dono é ainda mais importante. Por isso, o mais indicado é que ele adapte a sua rotina de trabalho ao horário em que os funcionários estão reformando ou construindo a casa, já que cabe a ele verificar está tudo correndo dentro do esperado.

O acompanhamento próximo diminui as dores de cabeça, pois o proprietário poderá solucionar os problemas no momento em que eles aparecem. Isso afasta gastos desnecessários e garante que os prazos sejam cumpridos, o que evita o pagamento de mais horas de serviço ou material excedente.

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Outro benefício de realizar visitas frequentes é supervisionar o trabalho da equipe contratada. Ao se mostrar engajado, o dono do imóvel demonstra que está preocupado com o decorrer da obra e que analisa minuciosamente os resultados, o que garante uma maior motivação aos funcionários.

O controle dos materiais também pode ficar sob responsabilidade do proprietário. Isso evita desperdícios e indica à equipe que ela deve gerir de maneira eficiente o gasto com produtos e também o consumo de energia elétrica e água, que podem aumentar com a maior circulação de pessoas na casa.

É importante salientar que os horários de trabalho devem ser estipulados anteriormente. O barulho de uma obra não é agradável para os vizinhos e, caso ela comece muito cedo ou se prolongue até a noite, pode ocasionar reclamações e até problemas com a prefeitura. Garanta que a rotina seja respeitada!

Existe a possibilidade de contratar um profissional para auxiliar nesse acompanhamento. Por um valor mensal, ele fará visitas periódicas para conferir se o trabalho está de acordo com projeto original ou se alguma mudança será necessária para se aproximar do objetivo do cliente.

9. Cuidados com a casa

Se você está reformando a sua casa, alguns cuidados são essenciais para não comprometer outras áreas da residência. O primeiro deles é certificar-se de cobrir todos os móveis, por conta da poeira e da tinta. Não estão incluídos esses gastos no orçamento, ou seja, é necessário deixar tudo inteiro até o fim da obra.

Ainda que seja uma tarefa complicada, exija ao máximo que a equipe contratada mantenha a casa limpa e organizada. Além de aumentar a eficiência do trabalho, isso também facilita a limpeza final e diminui a possibilidade de danos aos móveis e aos outros objetos do seu lar.

No caso de uma construção, um erro cometido com frequência é a mudança antes da hora. Confirme que, ao menos, todas as partes estruturais foram terminadas antes iniciar a mudança para a casa nova.

10. Etapas finais

Atingir a perfeição pode ser difícil, mas o acabamento bem feito é o que mais se aproxima dela. Muitas vezes, só é possível perceber algum problema ou erro depois que toda a reforma está completa, e é por isso que essa parte deve ser olhada com atenção para melhorar o resultado final.

pintura, que é uma das últimas coisas a ser realizada em uma obra, não deve ser negligenciada. É preciso investir em um bom pintor e em uma boa marca de tinta para garantir uma beleza extra na sua casa. Fuja do famoso “faz-tudo” e procure especialistas nessas áreas.

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Lembre-se de tirar das paredes tudo o que for possível. O que não puder ser retirado deve ser coberto para não manchar com os respingos de tinta. No chão, o profissional deve colocar jornais, já que você não quer que o seu piso novo ganhe manchas antes da entrega da reforma.

É sempre importante respeitar as indicações do fabricante. No caso do rejunte, por exemplo, é preciso esperar o tempo de secagem do piso, já que é essa técnica que deixa o chão com aspecto de novo.

11. Seguro residencial

seguro residencial é uma ótima opção para garantir que todo o dinheiro investido na reforma ou construção do seu imóvel não seja perdido em caso de acidentes.

Para o período da obra, existe o seguro construção. Essa modalidade inclui toda a parte estrutural — paredes, pisos, parte hidráulica e parte elétrica, entre outros. Essa assistência garante uma reforma mais tranquila sem o perigo de prejuízos.

No caso de condomínios, o seguro é obrigatório para a parte estrutural e os condôminos fazem o complemento do conteúdo do imóvel – móveis, eletrodomésticos, entre outros.

Além do seguro em si, também é possível contar com assistência para incidentes do dia a dia, como reparos ou consertos de produtos da linha branca, por exemplo. No caso da Cresol, há a cobertura de mão de obra de eletricista, encanador, chaveiro e vidraceiro, o que é importante no caso de desastres naturais ou mesmo de problemas na estrutura do imóvel.

Confira outras possibilidades que são indicadas e devem ser analisadas pelo dono da casa:

  • perda ou pagamento de aluguel, que garante o conforto da família em caso de incêndios ou outros danos no imóvel;
  • quebra de vidros, que são acidentes mais comuns e que incluem todo o tipo de material danificado, desde as janelas até mesas e espelhos;
  • incêndio, que é uma das coberturas mais tradicionais e que, geralmente, também aparece no seguro obrigatório dos condomínios;
  • danos elétricos, que garante o reparo dos eletrodomésticos em caso de descarga elétrica, por exemplo.

Além do seguro residencial, a Cresol também oferece as opções de consórcio ou crédito imobiliário. Essa é a melhor forma de construir ou reformar a sua casa quando você não tem o montante disponível para pagar à vista ou em poucas parcelas. Com a junção do financiamento e do seguro, o cliente ainda garante a proteção do seu patrimônio.

Com esses passos, você poderá concluir o seu projeto com tranquilidade. Apesar de ser algo trabalhoso e que demanda um investimento de tempo e dinheiro, reformar a casa garante que o lugar que você vive fique do jeito que você sempre quis. E o melhor é que, com as opções de crédito e consórcio, o sonho pode virar realidade com mais facilidade.

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14/03/2019

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